Cooperativa Aliança

Era Abril de 1999.

A Campanha da Fraternidade daqueles dias questionava: “Sem trabalho, porque?”.

O pároco da Igreja N. S. das Dores do Cambuí incumbiu a algumas pessoas de encontrarem a resposta.

-  Voluntários constituíram um Grupo de Geração de Trabalho.

-  Tomou-se como diretriz básica, que a atividade a ser gerada, deveria  estar ociosa, isto é,  um novo trabalhador agora, não deveria provocar a perda de trabalho de um outro já efetivo.

 

Entrega do primeiro caminhão

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Da procura com aquelas primícias, bem como o sentido do resgate a cidadania é que surgiu o projeto do trabalho com Recicláveis.  De inicio não tínhamos a mínima noção dos efeitos benéficos ao Meio Ambiente.

Uma pergunta importante então surgiu: Terá tal trabalho rendimento  para ser auto-suficiente? As pesquisas realizadas demonstravam resultados favoráveis, com as características próprias.

Enquanto se estudava detalhes, o tempo corria e o desemprego crescia, e isso incomodava o Grupo, levando um de seus componentes lançar o desafio: “Gente não se faz a omelete sem quebrar o ovo”. “Vamos realizar algumas iniciativas”.

Isto colocou “fogo” naqueles voluntários; após alguns avisos e um pequeno folder, foi realizada a primeira coleta voluntária, tendo como base  um imóvel da comunidade.

 

Entrega do segundo caminhão

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Foi um sucesso, a Comunidade não deu tempo, passou a pressionar para a realização de novas coletas, além de depositar reciclável naquele imóvel, fora dos dias de coleta voluntária.

Seria necessário correr. A sorte estava lançada. A omelete estava pronta.

Tornava-se irreversível a criação da Cooperativa.

Sim, tudo bem, mas onde funcionaria?

Veio uma informação maravilhosa. A Fundação FEAC possuía um projeto de trabalho com Recicláveis. O nosso projeto foi aceito e o apoio veio de imediato e até hoje na forma de ajuda com o aluguel.

Ótimo. Possamos a ter Sede e o barracão para o trabalho.

Enquanto procedia a adaptação física do barracão, era necessário correr com:

- a convocação dos candidatos a cooperados, selecionando os curriculluns apresentados;

- os estatutos baseados em cooperativas existentes, passaram a serem analisados;

- definido o modelo dos estatutos, passou a sofrer um estudo prévio com os futuros cooperados, ao mesmo tempo que era procedido um treinamento da futura atividade e o conceito de cooperativismo;

Chega a hora da publicação de Convocação da Assembléia Geral de Constituição, e a sua conseqüente realização em 28 de Outubro de 1999.

Os documentos seguem para Junta Comercial do Estado de São Paulo, que após algumas exigências procedeu ao registro.

Segue-se a via-crucis da legalização.

De posse do documento registrado segue-se a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ – Governo Federal e no Governo do Estado, bem como a obtenção do Alvará de Funcionamento na Prefeitura, além da vinculação nos órgãos de classe.

Diga-se, que cada Organismo com a sua própria e necessária múltipla exigência, e Taxas e despesas de profissionais para executar o trabalho, sem estar obtendo rendimentos compatíveis.

Toda a demora, entretanto, não impediu que houvesse progresso.

Informalmente a Cooperativa continuava a quebrar ovos e a fazer omeletes.

Com o slogan “O material reciclável é a nossa matéria prima”, naquele mesmo imóvel, improvisadamente, continuava a receber o material reciclável.

Foi organizado um trabalho de cadastramento das pessoas que faziam tais entregas voluntárias, identificando em especial os Condomínios a que pertenciam, e iniciou-se um trabalho de conscientização de todos os ocupantes de cada prédio.

Com tais dados criou-se os roteiros de coletas, em dia da semana fixado para cada local.

A não exigência de separação e o dia certo de retirada, caiu como uma luva para os zeladores, representando a base do sucesso em relação a ampliação do volume arrecadado.

Enquanto isso, entretanto, a coleta com carrinhos manuais e a voluntária continuava e também crescia.

Um caminhão foi obtido por doação de algumas empresas, tanto para levar o reciclável para triagem na sede, quanto para retiradas em locais distantes.

Com o desejo de aumentar cada vez mais o numero de cooperados, e assim gerando mais trabalho, seria necessário aumentar sempre o volume de coleta do reciclável.

Além de ter encontrado parcerias valiosas, as entrevistas na EPTV e no Jornal Correio Popular, davam a consonância genérica e constituía um reforço eficientíssimo do trabalho porta a porta realizado. Crescia o apoio de grandes geradores. O caminhão existente não comportava absorvê-los.

O Rotary Club Campinas Norte e Campinas foram envolvidos no Projeto, e o submeteram a diversos clubes rotarios do mundo, utilizando o chamado por eles Subsidio Equivalente, tendo obtido o apoio do Rotary Club Santa Adélia da Argentina (com 25%) e do Rotary Internacional (com 50%), o que possibilitou a aquisição de um Caminhão na base de US$26.000,00, doado a ONG EDH, que cede para uso total a Cooperativa Aliança, no sistema de Comodato.

Tal ferramenta fez crescer de maneira gradativa, tanto o material coletado quanto o numero de cooperados.
O trabalho da Cooperativa que no seu início foi desenvolvido somente com o cunho social, passou a refletir a sua participação em relação ao benefício ao meio ambiente, tendo recebido 3 Prêmios como reconhecimento da eficiência do seu trabalho.

Durante o movimento radical promovido pela Organização PCC, os 2 caminhões da Aliança foram incendiados a exemplo de outros no Estado de São Paulo.

Um Novo Projeto do Subsidio Equivalente com um Club da Alemanha, e com a ajuda de um companheiro do Campinas Norte, o caminhão anteriormente doado (e incendiado) foi substituído, permitindo a Cooperativa continuar seu trabalho em relação aos recicláveis.